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Confesso: não tenho saco para lenga-lenga. Natal já passou. Agora é contagem regressiva para chegar o dia 31. Nunca tive paciência. É para acabar? Termina logo! Não enrola, não fica contando os dias, nem os minutos. É para ser? Então tá beleza. Que seja.

Esperar não é para mim. Regras não são para mim. Eu invento palavras que não existem, faço o meu próprio dicionário. Crio definições que só eu uso e, ainda por cima, me mato de rir. O certinho e branco e preto me cansam. Gosto da ação. Salas de espera me angustiam, fico lá sentada balançando o pé.

A solidão não me assusta, a espera sim. A tristeza não me abala, a espera sim. Os contratempos não me tiram do sério, a espera sim. Rivalidades não me coçam a sola dos pés, a espera sim.

Esperar para mim é quase igual a sei lá o que. Nem sei definir. Agora me faltam palavras. As frases saem correndo, nem elas gostam de esperar.

Não gosto de dar um tempo. Gosto ou desgosto. Amo ou desamo. Dou ou não dou. Tempo não se dá. Tempo é enrolação, é empurrar com a barriga, é faltar com a verdade, é esconder a coragem embaixo do colchão. Nunca dei tempo, pois não gosto da espera. Tenho pressa.

Dois mil e seis: tchau, foi bom te conhecer. Melhor ainda será abanar para você, desejar boa viagem e abrir uma garrafa de champagne para dar um bem-vindo ao Dois Mil e Sete.



PS. Feliz ano novo! Feliz vida nova! Feliz todos os dias diferentes! Feliz não ter que esperar por nada! Feliz novo ano, feliz novo você!


Beijos e até o ano que vem,
Clarissa Corrêa
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